O RELEVO DO MATO GROSSO .
O relevo do
Estado do Mato Grosso repousa sobre a porção do escudo brasileiro
denominada de Maciço Central, Maciço do Brasil Central ou, ainda, Maciço
Mato-Grossense. Este representa um vasto conjunto de áreas de escudo
exposto, exibindo complexas estruturas geológicas, sobre as quais vieram
a se depositar sedimentos. O Maciço Mato-Grossense apresenta-se
soerguido para o Sul, onde apresenta suas maiores altitudes: 800-1200
metros, na Serra Azul e 500-800 metros, na Chapada dos Guimarães, fazendo limites, ao Norte com a Bacia Amazônica, a Leste
com a Bacia do São Francisco, a Oeste com a borda oriental andina e ao
Sul-Sudeste, com a Bacia de sedimentação do Paraná (Anderson, 2004, p.
87).
Os mapas referentes ao relevo do Estado do Mato
Grosso foram obtidos do produto "Brasil em Relevo", da Embrapa
Monitoramento por Satélite (EMBRAPA, 2005), desenvolvido através da
utilização de dados coletados pelo sensor Shuttle Radar Topography Mission - SRTM, produto este compatível com a escala 1:250.000.

Disponível em:www.qmdmt.cnpm.embrapa.br.
acesso em 07/02/2015.
Disponível em:www.qmdmt.cnpm.embrapa.br.
acesso em 07/02/2015.
Para o Norte, o grande conjunto Pré-cambriano inclina-se
em direção à Bacia Amazônica, apresentando altitudes
médias de 200-500 metros, quebrados pelos relevos divisórios
(500-800 metros) dos rios que correm para o Amazonas, tais como: a Serra Formosa,
no divisor das bacias dos rios Xingú - Teles-Pires; Serra dos Caiabis
- Apiacás, dos rios Teles Pires - Arinos; Serra do Tombador, dos rios
Arinos - Juruena e a Serra do Norte, separando as bacias dos rios Juruena -
Aripuanã (Moreira4, 1977, apud Anderson, 2004, p. 88).
As rochas deste complexo incluem formações muito
antigas, profundamente metamorfisadas, dobradas, falhadas e penetradas
por rochas eruptivas graníticas e graniodioríticas. Filitos, quartzitos e
xistos são aí encontrados, formando o embasamento das seqüências
sedimentares Paleozóicas e Mesozóicas, que se dispõem sobre uma face
geossinclinal – área da superfície terrestre (bacia) na qual se acumulam
pacotes vulcano-sedimentares com espessura de milhares de metros
(Moreira, op.cit.).
Na região Centro-Oeste, como decorrência das
condições do quadro morfológico, a sua hidrografia está representada,
principalmente, por rios de planalto que se caracterizam por apresentar,
ao longo de seus cursos, um considerável número de quedas d`água,
corredeiras e travessões rápidos e baixos. As planícies desta região
apresentam área bem inferior à dos planaltos, embora os rios que nela
desenvolvem os seus cursos também figurem como artérias de grande
importância, não só pelas feições que eles imprimem na paisagem
regional, mas também pelas perspectivas que oferecem de utilização pelo
homem (Innocêncio5, 1977, apud Anderson, 2004, p. 89).
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